Coaching: uma ferramenta para gerir equipes com eficácia

Cada vez mais, o ambiente corporativo vê-se diante da realidade de que é preciso se adaptar às novas realidades e isso, por sua vez, exige uma participação efetiva dos gestores. Não é por acaso, afinal, são as lideranças que estão à frente das ações que levarão as equipes a apresentarem uma performance compatível às necessidades do negócio e, quando possível, atingir metas superiores ao esperado.

Mas, será que existe uma ferramenta capaz de mostrar as estratégicas que os líderes podem adotar no cotidiano junto aos liderados? Sim, há uma metodologia que já se solidificou no mercado e a cada dia ganha o reconhecimento de muitos profissionais que atuam diretamente com equipes.

Trata-se do coaching – um processo estruturado que auxilia as pessoas a alcançarem suas metas pessoais, na carreira, em empreendimentos e, inclusive, nas empresas. Através do coaching é possível apresentar um processo de mudanças como uma oportunidade de se criar, adaptar-se e aceitar as transformações como um desafio e não como um obstáculo que surge para travar a vida e impedir a superação dos limites.

Origem do coaching. De acordo com Marco Antonio Lampoglia, consultor que irá proferir a palestra “Como estabelecer metas e alcançar resultados” no Seminário RH.com.br, em pesquisas já realizadas, a origem dessa metodologia parte de diferentes argumentos e abordagens quanto à época, ao local ou mesmo às analogias atribuídas ao significado, à evolução do sentido e às aplicações atuais do coaching. No Brasil, por exemplo, a partir da década de 1970, autores afirmam que é mantida a visão do coaching como uma ação interna, isto é, por meio da relação superior-subordinado.

Por sua vez, essa percepção é enriquecida pela publicação dos primeiros estudos científicos – teses e artigos – sobre as contribuições da prática de coaching ao desempenho profissional dos subordinados (coachees). Os estudos dos autores indicaram que somente a partir da década de 1990 teria surgido a possibilidade de uma relação entre um funcionário da empresa – coachee – e um profissional externo à organização – coach.

Na terceira fase, a partir de 1995, é percebido um movimento próspero de publicações científicas, principalmente, referentes a estudo de casos, repercutindo na oferta da prática pelas consultorias e a contratação de profissionais externos à organização – consultores-coaches.

“Gradativamente, o sentido atual de coaching é introduzido no meio corporativo e a contratação de um coach externo é defendida, tendo em vista aspectos como confiança, confidencialidade, transparência, segurança e, não menos relevante, uma preocupação com possíveis conflitos de interesses entre a organização, o coach e o coachee“, explica Lampoglia.

Marcia Vespa, consultora que também ministrará uma palestra virtual no Seminário RH.com.br intitulada, “Desenvolvimento do QA – Quociente para lidar com a Adversidade”, ressalta que a prática do coaching ganhou evidência quando o mundo dos negócios pediu um novo posicionamento das empresas no mercado, e o maior bem de uma empresa passou a ser o seu capital humano. Se no século passado, as máquinas e os equipamentos eram os bens mais valiosos de uma organização, hoje, a inovação e a produtividade são elementos cruciais de sobrevivência.

“O que isto significa? Em mercados não emergentes, quando a concorrência não bate à nossa porta e a competição é pequena, qualquer profissional consegue passar ileso, pois as poucas exigências não pedem o fortalecimento de novos músculos, de novas competências, de novos hábitos. Mas, quando o mercado se globaliza, torna-se maduro e a concorrência se solidifica, o modelo de gestão pedirá novas práticas e, claro, um planejamento muito mais eficiente, pois cada ação precisa ser milimetricamente pensada e os ganhos já não alcançam grandes margens”, menciona Marcia Vespa.

A consultora comenta ainda que, nesse contexto, somente os líderes mais eficientes conseguem se sobressair e os demais passam a ser um fardo dentro das organizações. Não dá para negar que o mundo está vivendo uma escassez de lideranças sem precedentes, pois gerenciar tarefas é bem diferente que gerenciar pessoas e resultados.

Para ela, é fundamental entender que toda essa mudança de cenário foi rápida demais se comparada ao modo de evolução natural do ser humano. Muitos líderes, por outro lado, sentem-se compelidos e frustrados quando aplicam práticas que davam resultados no passado e, hoje, já não trazem o mínimo esperado. Essa é a razão que tem levado empresas e profissionais a buscarem novos padrões mentais e competências para continuar em evolução.

Fonte: http://www.rh.com.br/Portal/Desenvolvimento/Materia/6287/coaching-uma-ferramenta-para-gerir-equipes-com-eficacia.html